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A história do arroz japonês

26/03/2018

O arroz é a base da dieta dos japoneses há mais de 3.000 anos, e mesmo com a ocidentalização dos hábitos, não há como ficar longe dele no dia a dia daquele país: da bebida alcoólica ao doce, do chá ao cosmético, das cerimônias da Casa Imperial até as festas populares da primavera e do outono, lá está o cereal.

Diz a tradição japonesa que há 88 deuses em cada grão de arroz. Mas há também quem diga que são 7 ou até 108. Independentemente do número de divindades, a crença mostra quão importante é o cereal para os japoneses.

Os primeiros vestígios de plantação no Japão datam de 2.500 anos atrás. O tambo (plantação de arroz alagada) mais antigo está na província de Okayama. Mas há pelo menos 3.000 anos, seu cultivo teria sido transmitido aos japoneses pela China.

O calendário tradicional japonês está atrelado ao arroz tanto para os nobres como para as pessoas comuns. As principais festas tradicionais ocorrem na época do plantio e da colheita, ou seja, na primavera e no outono. Muitas festividades que acontecem no verão são para pedir tempo bom e chuva para dar boa colheita. E os japoneses encerram o ano fazendo mochi, o bolinho de arroz socado, que é usado para fazer a primeira refeição do ano, e o zouni, ou sopa com mochi.

O arroz também é o centro dos rituais da família imperial: no mês de novembro subsequente à entronização do novo imperador acontece o Oonie no Matsuri, quando o novo chefe de Estado faz oferendas aos deuses e ele mesmo come o arroz. A oferenda é feita em dois espaços, e para cada um deles é escolhido grãos de diferentes partes do país, geralmente um da região oeste e outro da região leste. Após o primeiro ano, o imperador participa do Niinamesai, no dia 23 de novembro, quando oferece os cinco principais cereais aos deuses, para agradecer a safra daquele ano. Em fevereiro acontece o Kinensai, quando o imperador pede boa safra aos deuses.

Fonte: nippobrasil